quarta-feira, 25 de abril de 2012



Ontologia é um ramo da filosofia que lida com a nossa constituição mais íntima, isto é, com o nosso ser. Esse termo foi introduzido por Aristóteles para desenvolver um conhecimento, uma ciência do Ser, da Essência humana. Por isso, o termo significa:  Ontós = SER, e Logos = CONHECIMENTO: Conhecimento sobre o Ser. (Filosofia e Educação de Borges Freitas Jardim, 2011).

Ainda podemos complementar que: Ontologia significa o conhecimento do ser, e é um termo de origem grega. Ontologia reproduz a natureza do ser, da existência dos entes, da realidade e das questões metafísicas em geral.
A ontologia é uma parte da filosofia, trata do ser concebido que tem uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Para a ontologia, qualquer coisa que existe é percebida apenas como algo que é nada mais do que isso, porissso ela é fundamental para muitos ramos da filosofia.
A ontologia pode ter se originado na Grécia antiga, porém os primeiros registros da palavra ontologia tiveram sua forma na língua latina em 1606.
A palavra ontologia também é usada na Ciência da Computação e Ciência da Informação, e significa um modelo de dados que representa um conjunto de conceitos dentro de um domínio, e os relacionamentos entre estes domínios. A ontologia é, pois utilizada para fazer inferências sobre os objetos do domínio.
Ontologias são utilizadas em web semântica, em engenharia de software, em inteligência artificial e arquitetura da informação sendo uma forma de representação de conhecimento sobre o mundo.



Filosofia

Noel Rosa

O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia.

O que é um mito? O que significa Mito?

Mito que vem do grego  μυθος (“mithós”) é uma forma de contar um história pra explicar algo, sendo que a história não é verdadeira, mas que acaba explicando o que se deseja. Pode-se dizer que mito é uma lenda, são história falsas, mas que possuem o objetivo de passar uma mensagem, normalmente explicando a origem das coisas. 
Os mitos foram muito usados antigamente, pois como o humano não tinha meios de provar racionalmente a origem das coisas, costumava vincular histórias com deuses e outras entidades imaginárias para explicar a origem das coisas.
A mitologia grega é uma das mitologias mais conhecidas e intricadas inventadas pelo homem. A mitologia nórdica e egipcia também é muito vasta.
Abaixo uma estatua  de Zeus, Deus máximo da mitologia grega:
mitologia
Fonte: http://ajudaeu.com.br/significados/o-que-e-um-mito-o-que-significa-mito/


Zeus - Rei dos deuses na mitologia grega
No artigo de Boges Freitas cita que “ O Mito expressa, através do seu poder criativo como as coisas passaram a existir, a sua origem.Apesar de se constituir como uma criação, ele não pode ser interpretado como uma simples invenção, uma fábula, uma ficção ou algo parecido. A sua finalidade é representar, por meio de uma linguagem simbólica, a realidade do mundo humano. Assim, podemos observar que, diferentemente da filosofia, que se utiliza de sistemas e conceitos, o mito é cercado por um forte simbolismo, por uma forma de expressão até mesmo literária. Desprovido de qualquer caráter lógico e racional, o mito nem sempre possui sentido, ficando ás vezes no plano da sugestão. Por isso está sujeito às mais variadas interpretações.”  
Fonte: Filosofia da Educação ( Jardim, Borges Freitas at al, 2011)

Tipos de Mitos
alt
Os aqueus e o cavalo de Troia.

Mitos cosmogônicos - Dentre as grandes interrogações que o homem permanece incapaz de responder, apesar de todo o conhecimento experimental e analítico, figura, em todas as mitologias, a da origem da humanidade e do mundo que habita. É como resposta a essa interrogação que surgem os mitos cosmogônicos. As explicações oferecidas por esses mitos podem ser reduzidas a alguns poucos modelos, elaborados por diferentes povos.
É comum encontrar nas várias mitologias a figura de um criador que, por ato próprio e autônomo, estabeleceu ou fundou o mundo em sua forma atual. Os mitos desse tipo costumam mencionar uma matéria preexistente a toda a criação: o oceano, a escuridão ou a terra (nas mitologias africanas). A criação ex nihilo (a partir do nada, sem matéria preexistente) já reflete algum tipo de elaboração filosófica ou racional. A cosmogonia chinesa, por exemplo, atribui a origem de todas as coisas a Pan Gu, que produziu as duas forças ou princípios universais do yin e yang, cujas combinações formam os quatro emblemas e os oito trigramas e, por fim, todos os elementos. No hinduísmo, o Rigveda descreve graficamente o nada original, no qual respirou o Um, nascido do poder do calor.
A água é o elemento primordial mais frequente das cosmogonias, sobretudo nas mitologias asiáticas e da América do Norte.
A criação a partir do nada, unicamente pela palavra de Deus, aparece claramente no livro bíblico do Gênesis (associado, por sua vez, a mitologias mesopotâmicas) e em cosmogonias polinésias. Outro mito cosmogônico muito difundido (no Pacífico, na Europa e no sul da Ásia) é o do ovo primordial. Na tradição hindu, a oração do mundo é simbolizada pela quebra de um ovo.
Alguns ciclos cosmogônicos se referem a um par ou casal primevo, geralmente o céu e a terra, que tiveram de ser separados violentamente para tornar possível a vida no espaço intermediário. Essa separação dolorosa se verifica em outros modelos, nos quais se menciona um sacrifício inicial ou uma batalha entre seres superiores, de cujos membros esquartejados brotam o cosmo e a vida terrestre. Na grande lenda babilônica da criação, o Enuma elish, Tiamat, personificação do mar, é morto por Marduk, o deus protetor da Babilônia, que então constrói o universo a partir dos despojos daquele e cria os homens com o sangue de Kingu, outro deus rebelde. O "hino do homem primordial", nos Vedas, fala de Prajapati - o senhor dos seres, mais tarde identificado com o deus Brahma - como o homem cósmico cujo corpo é sacrificado e do qual surge a variedade do mundo das formas. Outros mitos, por fim, descrevem o surgimento da humanidade a partir das profundezas da terra (mitologia dos índios Zuni, da América do Norte) ou a partir de uma rocha ou de alguma árvore de importância cultural.
Mitos escatológicos - ao lado da preocupação com o enigma da origem, figura para o homem, como grande mistério, a morte individual, associada ao temor da extinção de todo o povo e mesmo do desaparecimento do universo inteiro.
Morte: a filosofia platônica e o orfismo, seguindo de tendências orientais, anunciavam a reencarnação. Zoroastro falou de Chinvat, uma ponte a ser atravessada após a morte, larga para os justos e estreita para os perversos, que dela caíam no inferno.
Destruição escatológica: os mitos retratam frequentemente o fim do mundo como uma grande destruição, de natureza bélica ou cósmica. Como uma inspiração, para uma posterior expiração. Antes da destruição, surge um messias ("ungido") ou salvador, que empreende uma batalha final contra as forças do mal e, após a vitória, inaugura um novo estágio da criação, um novo céu e uma nova terra.
Os mitos da destruição escatológica manifestaram-se tardiamente, na literatura apocalíptica judaica, que floresceu entre os séculos II a.C. e II d.C., e deixou sua marca no livro do Apocalipse, atribuído ao apóstolo João. Exemplo típico de mito de destruição (embora não no fim dos tempos) são as narrativas a respeito de grandes inundações. É bastante conhecido o episódio do Antigo Testamento que descreve um dilúvio e o apresenta como castigo de Deus à humanidade. Esse tema tem origens mais remotas e provém de mitos mesopotâmicos. Em quase todas as culturas pré-colombianas encontram-se também mitos a respeito de dilúvios.
Mitos sobre o tempo e a eternidade - os corpos celestes sempre atraíram a curiosidade e o interesse humano, em todas as culturas. A regularidade e precisão inalteráveis do movimento dos astros foram com certeza uma imagem poderosa na formação de uma idéia de "tempo transcendente", concebido como eternidade, em contraste com o mundo de incessantes alterações e os acontecimentos inesperados vividos no tempo terreno. O retorno cíclico dos fenômenos siderais e de processos naturais terrestres projetou-se, em algumas culturas, na concepção cíclica do tempo.
Nas escrituras hinduístas e budistas, elaborou-se um complexo sistema de mundos que desaparecem e ressurgem. Essa concepção cíclica determinou a adaptação de relatos védicos anteriores e o desenvolvimento de uma doutrina que explica a formação e absorção periódicas do universo como fases de atividade e repouso de energia. Os astecas e os maias acreditavam que o mundo atual havia sido precedido de outros quatro, o último dos quais teria sido destruído por um cataclismo; ambos os povos desenvolveram um complicado calendário, a cujo estudo se dedicavam vários sacerdotes astrônomos.
Mitos de transformação e de transição - numerosos mitos narram mudanças cósmicas, produzidas ao término de um tempo primordial anterior à existência humana e graças às quais teriam surgido condições favoráveis à formação de um mundo habitável. Outras grandes transformações e inovações, como a descoberta do fogo e da agricultura, estão associadas aos mitos dos grandes fundadores culturais. Nos mitos, são frequentes as transformações temporárias ou definitivas dos personagens, seja em outras figuras humanas ou em animais, plantas, astros, rochas e outros elementos da natureza.
As mudanças e transformações que se dão nos momentos críticos da vida individual e social são objeto de particular interesse mitológico e ritual: nascimento, ingresso na vida adulta, casamento, morte - acontecimentos marcantes para a pessoa e sua comunidade - são interpretados como atualizações de processos cósmicos ou de realidades míticas.
Deuses e Heróis
Em muitas mitologias, delineiam-se hierarquias de deuses, cada uma com um ou mais deuses supremos. A supremacia pode ser partilhada pelos membros de um casal, ou ser atribuída simultaneamente a dois ou três deuses distintos. Pode também variar com o tempo, segundo circunstâncias históricas, como por exemplo o domínio de um povo sobre outro ou o predomínio de determinados interesses e atividades (de tipo agrícola, guerreiro etc.). São frequentes os relatos de deuses supremos, por vezes identificados como criadores originais do mundo, que a seguir ficam inativos e deixam o governo a cargo de outro deus ou deuses. Em tais casos, a supremacia significa perfeição, autonomia, onipotência (relativa), mas não unicidade, como é o caso nas religiões monoteístas.
Na mitologia grega, segundo a apresentação de Homero, Zeus é o "pai dos deuses e dos homens". Essa expressão não significa que ele seja um deus criador, mas sim representante da figura do patriarca familiar.
Os três grandes deuses escandinavos que ocupavam posição superior no grande templo de Uppsala eram Odin, Thor e Frey. Eles representavam as três funções da sociedade indo-européia: autoridade, poder e fecundidade. Odin era o deus da suprema autoridade cósmica, pai universal, rei dos deuses e senhor do Valhalla (a morada final dos guerreiros mortos em combate). Thor era o deus guerreiro e do trovão, correspondente ao deus védico Indra. É representado como um gigante de barba ruiva, e os mitos narram seus festejos pela vitória sobre as forças do caos. Durante o período das migrações e do florescimento dos viquingues (entre o século IX e XI da era cristã, aproximadamente), em que predominava o ideal guerreiro, a primazia sobre os deuses era atribuída a Thor. Frey era o deus da fecundidade. Governava a chuva e o brilho do sol e, consequentemente, o crescimento das plantas e as colheitas.
No panteão hinduísta, há uma entidade divina tríplice - a Trimurti - formada pelos deuses Brahma, Vishnu e Shiva, criador, conservador e destruidor do universo, respectivamente. Em certos aspectos, Brahma é um deus personificado; em outros, é um princípio impessoal e infinito. Vishnu é o deus social por excelência e destruidor daqueles que ameaçam a boa ordem, enquanto Shiva representa a selvageria indomada.
O interesse pelas próprias origens motivou a formação de mitos sobre os grandes ancestrais dos povos ou fundadores da sociedade. Na mitologia asteca, Huitzilopochtli conduziu seu povo até o lago Texcoco, onde se fundou a Cidade do México. A inimizade entre Tezcatlipoca e Quetzalcóatl representa a luta entre o povo asteca e o tolteca, e, quando este foi derrotado, o deus dos vencidos passou a figurar em lugar preeminente do panteão asteca. A tendência a incorporar os deuses dos povos conquistados é comum entre os povos politeístas.
O pensamento mítico é uma constante atemporal, complementar e superior ao pensamento racional. A ciência que equipara os mitos, os símbolos religiosos, morais ou épicos a pura "ilusão" já está em declínio, devido à própria ciência nova que vai mais além e acaba descobrindo aquilo que os mitos há milênios ja revelavam.
Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Maio 2011
Para assinar a edição Amazon Kindle acesse a Kindle Store:


terça-feira, 24 de abril de 2012

Filosofia


O Que é Filosofia? Para Que Serve?
 
 
O QUE É FILOSOFIA? PARA QUE SERVE?Podemos definir a filosofia como a ciência das causas primeiras, para resolver o problema da vida.
A filosofia é ciência, conhecimento das coisas pelas causas, pelas razões: a saber, como ciência, nos diz que a coisa conhecida não só é assim, como nos aparece, mas tem de ser necessariamente assim. E distingue-se do saber vulgar, da opinião, que nos diz que as coisas conhecidas estão de uma determinada maneira, mas não dá a razão pela qual estão necessariamente assim. Daí o saber vulgar, a opinião, não ser estável e segura, mesmo quando verdadeira. A filosofia, portanto, ainda que coincida, materialmente, com o assim chamado bom senso, senso comum – que pertence à opinião – dele formal e essencialmente se diferencia pela sua certeza absoluta.
A filosofia é ciência pelas causas primeiras, porque é metafísica, quer dizer, transcende a experiência e não para até esgotar o interrogativo causal e resolver plenamente o enigma do universo. É ela, portanto, a ciência da essência profunda das coisas e não dos fenômenos, do todo e não das partes: precisamente porque as causas primeiras explicam o todo. Destarte se distingue de todo saber científico, que não atinge as causas primeiras, mas se restringe às causas segundas, isto é, se distingue de toda ciência natural particular.
A filosofia é a ciência pelas causas primeiras, para resolver o problema da vida. Isto quer dizer que a solução do problema da vida é a finalidade última da filosofia, mas tal solução é unicamente possível através de uma metafísica. A filosofia é sumamente humana, prática; mas, ao mesmo tempo, sumamente especulativa, teorética. O problema da vida não tem solução a não ser através de um sistema da realidade.
A filosofia, se representa a unificação máxima do saber e da realidade, divide-se, ao mesmo tempo, em algumas partes fundamentais. Antes de construir uma metafísica, é mister demonstrar a capacidade da razão humana para tamanho empreendimento (gnosiologia); e da metafísica decorre, necessariamente, uma moral indicando ao homem a sua ação, o seu dever, conforme à realidade, à razão.
Como é preconceito comum que a filosofia seja um saber abstrato, afastado da realidade e da vida, é também opinião vulgar que a metafísica seja fruto de uma espécie de intuição mística, uma construção pelas idéias inatas, uma dedução lógica dessas, um roupão transcendente que se impõe à realidade. Na verdade, porém, como é insubsistente o primeiro preconceito, é falsa também a segunda opinião, pois a metafísica constrói-se começando pela experiência, do mesmo modo que a filosofia é a mais profunda penetração da experiência. Ela – em seu fundamento, em seu ponto de partida –, é indutiva como as demais ciências e como todo saber humano em geral, ainda mesmo de modo diverso e com diferente ponto de chegada. E, por certo, é dedutiva em seu desenvolvimento; mas são também dedutivas todas as ciências em sua sistematização.
A filosofia é, portanto, uma construção – a mais alta e sólida construção - da razão humana, que parte do terreno firme da experiência para justificá-la. Em abstrato e substancialmente, poderia a filosofia ser realizada pela (sã e eficiente) razão humana do indivíduo, posta em frente ao enigma do mundo; entretanto, em concreto e plenamente, o sistema da filosofia é realizado aos poucos, através do gradual progresso da humanidade, mediante ahistória da filosofia – como acontece a respeito de todos os valores humanos.
© Texto Produzido Por Rosana Madjarof - 11/06/2011 - Respeite os Direitos Autorais